Cultura & Eventos | 16/03/2016

Estação Ferroviária de Louveira totalmente restaurada é presente para cidade

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Quase cem anos depois de sua construção, o prédio da Estação Ferroviária de Louveira passou por um processo de restauração, com o objetivo de resgatar a ‘aparência’ dos tempos em que recebia viajantes de todas as regiões do País.
A iniciativa da Prefeitura da cidade teve como meta remontar a textura e as cores originais do prédio inaugurado em 1915, além de reformar as estruturas deterioradas para transformar o principal cartão postal da cidade em um espaço cultural, turístico e de convício social.

Segundo o prefeito Junior Finamore, “as intervenções foram feitas com muito critério para não descaracterizar o imóvel”, que é patrimônio histórico tombado pelo Condephat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo). “Antigamente a estação era um espaço de encontro entre amigos e casais. Muitos namoros e amizades começaram ali, no principal ponto de referência da cidade”, conta o prefeito. “No final do restauro, a Estação terá a mesma beleza de antes e vai proporcionar aos moradores antigos rememorar as boas lembranças de décadas atrás”.

Segundo o secretário Municipal de Cultura, Maurício Carrasco, o local será um novo espaço cultural para realização de exposições e eventos.

Detalhes da obra
Foram colocadas novas placas de concreto pré-moldado no estacionamento Os componentes em madeira comprometidos do telhado também foram substituídos. Muito trabalho também nas intervenções na passagem subterrânea – que liga os dois lados das linhas férreas. O ‘corredor’ recebeu um novo reboque, pintura, limpeza e novo piso. Posteriormente. Toda a estrutura metálica - atingida por oxidação – foi cuidadosamente restaurada. O sistema de captação de águas pluviais - as calhas -, por sua vez, também em estado de oxidação, foram totalmente substituído por tubulação em chapa galvanizada com pintura. Já os pisos passaram por limpeza e aplicação de resina de proteção e os forros, lixados e pintados. Os sanitários contam com equipamentos modernos, mas sem perder seu valor histórico. Nesta parte, foram acopladas cabines PNE para proporcionar sanitários separados para os dois gêneros.

Azulejos: fundamentais para a estética

A recomposição dos azulejos foi crucial para resgatar a estética original do prédio. O revestimento de azulejos tornou-se um dos protagonistas na leitura da obra e assumiu um valor gramatical na composição arquitetônica da estação.

Com o passar dos anos, os azulejos foram soltando da estrutura e deixando lacunas, que foram preenchidas com argamassa. As lacunas que ficaram vazias foram preenchidas por azulejos novos, produzidos com o mesmo design do antigo. As novas peças foram agrupadas, procurando manter padrões regulares, de forma a minimizar o efeito dálmata, uma vez que por mais próximas que estejam das originais, as peças novas não terão o desgaste do tempo das antigas.

Histórico
A construção da estação de Louveira surgiu a partir da cobrança dos cafeicultores paulistas que vislumbravam expandir sua capacidade logística pelo interior de São Paulo. Foi então que, em 1872, as linhas férreas da São Paulo Railway, que antes chegavam apenas até Jundiaí, foram ampliadas até Campinas, interligando as principais metrópoles. A estação de Louveira foi inaugurada em 1872 com o nome de Capivary e era na época a primeira parada no trecho Jundiaí-Campinas, aberto na mesma data.

Iluminada!
É impossível não notar a imponência da Estação Ferroviária de Louveira ao caminhar pelo Centro da cidade, principalmente quando ela está toda iluminada com mais de uma centena de lâmpadas modernas instaladas para dar destaque ao conjunto arquitetônico.

Infraestrutura
Além do restauro da Estação, a Prefeitura está engajada em melhorar o trânsito do entorno e para isso construiu uma calçada, duas alças de acesso à Avenida Tiradentes e alargamento da via. Também foi feito um muro de proteção próximo às casas tombadas, que recuou a calçada para alargar a Tiradentes em 1,5 m.

As alças foram construídas nas esquinas entre a Rua José Niero e a Avenida Tiradentes, sendo uma de acesso e outra de saída do Bairro Vila Pasti. A partir de agora, o motorista que trafegar pela José Niero, no sentido Jundiaí-Centro, e quiser acessar a Vila Pasti entrará direto no bairro por uma alça em formato de arco. E, para sair do bairro e seguir sentido Centro, o motorista terá que pegar outra alça, de saída da Tiradentes. Isso vai descongestionar o trânsito no local, que fica concentrado nas duas esquinas entre as vias Tiradentes e José Niero