Saúde | 29/06/2022

CRISE INTERNACIONAL - Falta de matéria-prima atrasa entrega de nove medicamentos distribuídos pela Rede Municipal em Louveira

Secretaria de Saúde tem solicitado providências do Ministério da Saúde e da Anvisa; médicos da Rede Municipal estão orientados a substituir os remédios nas receitas, quando possível

A falta de medicamentos que tem afetado o Brasil já pode ser sentida nas prateleiras das farmácias públicas e privadas de Louveira. De acordo com a Secretaria de Saúde, nove fármacos estão atualmente indisponíveis na rede municipal (veja lista abaixo). 

O que explica o desabastecimento no país, de acordo com informações da Agência Brasil, é a falta de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), o principal ingrediente na fabricação de um remédio. Sem ele, é como se o medicamento fosse apenas uma junção de várias substâncias sem efeitos práticos. 

O Brasil produz apenas 5% do IFA utilizado no território nacional. O restante é importado, sendo 68% proveniente da China.

Diante do cenário de crise internacional, a Secretaria de Saúde de Louveira ressalta que o Município tem encontrado dificuldades para receber os medicamentos já comprados, porque os fornecedores alegam falta de estoque. 

"Os prazos de entrega contratuais não estão sendo cumpridos pelas empresas distribuidoras e laboratórios fabricantes. Os fornecedores estão solicitando a prorrogação do prazo de entrega e, em alguns casos, o cancelamento da entrega dos itens, gerando falta de previsibilidade do restabelecimento dos estoques", afirma a secretária de Saúde, Márcia Bevilacqua.

Segundo Márcia, as empresas detentoras dos contratos de fornecimento de medicamentos na cidade alegam que a entrega tem sido comprometida pela ausência de matéria-prima e insumos para produção dos produtos farmacêuticos. 

Providências 

Em fevereiro de 2022, o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASENS) entregou ofício ao Ministério da Saúde e Anvisa pedindo providências sobre a crise.

O atual cenário tem sido acompanhado de perto pela Secretária de Saúde, que tem buscado de todas as formas solucionar e garantir o acesso aos medicamentos. "Estamos adotando todas as medidas possíveis para amenizar os efeitos deste crise em nossa cidade. Os médicos da Rede Municipal estão cientes da falta destes fármacos e fazem a substituição na receita, sempre que possível", diz a secretária. 
A Secretaria de Saúde ressalta que há itens disponíveis na Remume (Relação Municipal de Medicamentos) para algumas  substituições, sob orientação médica.

A Prefeitura também está emitindo notificações para abertura de Processo Administrativo contra as empresas que não estão cumprindo o prazo do contrato.

Medicamentos indisponíveis 

Confira quais são os medicamentos que estão atualmente em falta nas farmácias da Rede Municipal de Saúde de Louveira. 

- Acetilcísteína 20mg/ml
- Amoxicilina 250mg/5ml
-Azitromicina 200mg/5ml
- Estriol creme
- Haloperidol gotas
- Ibuprofeno 100mg/ml
- Nimesulida 50mg/ml
- Sais de reidratação oral
- Simeticona gotas

Santa Casa de Louveira

A Santa Casa de Louveira também tem encontrado dificuldades para manter o abastecimento de remédios e insumos. De acordo com a superintendente do hospital, Natália Teixeira, o atendimento ainda não foi afetado, mas a compra e entrega de alguns produtos está sendo prejudicada. 

"Estamos enfrentando problemas com fornecedores de itens como ceftriaxona, dramin e, principalmente, de contrastes para exames de imagens. As entregas muitas vezes são fracionadas e alguns itens estão com grandes oscilações de preços ", afirma Natália. 

Dúvidas: Em caso de dúvidas, os moradores podem entrar em contato com as farmácias municipais. CLIQUE AQUI para obter os números de telefone.